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terça-feira, 18 de julho de 2017

O que significar ser Mãe



Quer saber o que diferente tem uma mãe de qualquer outra pessoa do universo?

Não é o fato de gerar por 9 meses ou dar à luz, a maternidade não precisa ter laço sanguíneo.
Não tem a ver com com amamentar, muito menos com cuidados básicos como banho, troca de fraldas, horários de sono. 

Sabe o que faz com que mães sejam seres únicos? 
Mãe não pula do barco. Não abandona o navio. 
O mundo pode estar desabando, incendiando, as paredes caindo. A mãe está lá. 
Não importa o vendaval, crise econômica, emocional, financeira. A mãe está lá. 
O choro pode estar preso na garganta, o medo tomando conta, culpa, insegurança, seja lá o que estiver passando no coração materno, ainda assim ela está lá. 
De pé, ao lado do filho. 
Solteira, casada, divorciada, complicada. A mãe está lá. 
Dupla ou tripla jornada, desempregada, devendo até as calcinhas. A mãe está lá. 
Mãe é presença, é luta até o fim. 
Mãe se agarra no último fio de esperança. 
E quando acaba, ela ainda está lá. 
Lá está a mãe. Desmoronando por dentro, firme por fora. 
Até quando as atitudes do filho não condizem com aquilo que ela ensinou. A mãe está lá, nem que seja para brigar, reprimir, gritar. Ela está lá. 
Ela está lá quando o mundo inteiro vira as costas. 
Ela está lá para abraçar, para secar as lágrimas, para dar a mão, para carregar no colo. Ela está lá. 
Ela está lá acariciando os cabelos, ou puxando as orelhas. 
Ela está lá. 
Ela está lá dando lição de moral, dando de dedo no rosto, dando tapas merecidos, mas defendendo do mundo. Sim ela está lá. 
Quando o filho já desistiu de si mesmo, a mãe ainda não. A mãe está lá. 
Mãe faz o impossível virar só mais uma palavra no dicionário. Só para estar lá. 
Quando tudo parece não ter solução, perdido, desacreditado. 
A mãe é a certeza. 
Se faz certeza. 
Em casa, no Japão, em um quarto de hospital, na porta do tribunal, no trânsito, na fila da creche. Ela está lá. 

Não existe parede, fronteira, oceano que segure uma mãe. 
Mãe se transforma, se tele-transporta, voa, dirige, levita, só para se fazer presente. 
Só para estar lá. 
Então se o navio estiver afundando, por favor entregue o colete. Porque mãe... Não pula do barco. 

Autora: Rafaela Carvalho.

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