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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Pais superproterores: Veja se você está passando dos limites


Você sabia que a superproteção não faz bem para o desenvolvimento da criança? Segundo o especialista Antônio Carlos, autor do livro Manual da mudança comportamental passiva,  é preciso deixar a criança se descobrir sozinha, mas o hábito de estar sempre em cima dela pode atrapalhar no processo da maturidade, no relacionamento com outras crianças e adultos, na perda de personalidade e na dificuldade em enfrentar certas situações, ou seja, a criança ficará dependendo totalmente de você.
A criança precisa de carinho, atenção, afeto e não de superproteção excessiva.

Por exemplo: Se seu filho está na fase de engatinhar e você percebe que o chão está sujo, não é errado que você não queira coloca-lo no chão. Ali está um perigo iminente: sujeira pode transmitir doenças e é obrigação dos pais proteger seus filhos, principalmente os bebês.
Agora, se você está em um ambiente fora de casa (casa da avó, de uma amiga ou de um parente qualquer) e não quer deixar seu filho ir para o chão com medo dele se machucar, por não conhecer o ambiente, isso não é saudável. Você está proibindo seu filho de explorar novos ambientes e, consequentemente, afetando o desenvolvimento motor da e cognitivo da criança. Isso se chama superproteção excessiva.

Vejam se você está passando dos limites:

Medo excessivo que seu filho se machuque brincando: Nesse caso, os pais tendem a proibir os filhos de brincarem com qualquer coisa ou lugar que possa ser “perigoso” aos olhos deles. Seu filho precisa correr, pular, subir nas coisas. Faz parte do desenvolvimento natural de uma criança e você não pode tirar isso dele.

Trata seu filho como se ele fosse um bebezinho: Mesmo que a criança já esteja maiorzinha, para você ele sempre será um bebê. Pode soar normal, mas isso é uma atitude de um pai ou de uma mãe superprotetor. Em casos mais extremos, você costumar dialogar com a criança fazendo voz infantil.

Na fase escolar: você não permite que seu filho vá a nenhum passeio com a escola, já que você não estará por perto caso alguma coisa aconteça.

Crianças que são criadas e educadas com a superproteção dos pais tendem a crescerem inseguras, inquietas ou quietas demais, com medo de enfrentar situações inesperadas, com dificuldade para se relacionarem com outras pessoas, sem autonomia, sem iniciativa e em alguns casos, tornam-se pessoas agressivas, sem respeitar as regras ou outras pessoas. Tudo isso pode ser evitado com uma proteção equilibrada.

Os pais devem preparar seus filhos para o mundo, isso inclui muito diálogo, sinceridade e compreensão. Não adiantar colocar seu filho debaixo da sua “asa”, pois um dia ele precisará voar sozinho.
  • Não faça todas as vontades de seu filho por achar que não passa tempo suficiente com ele. Impor limites é essencial.
  • Não interfira nas brigas ou desavença do seu filho com outras crianças, principalmente coleguinhas. Estimule-o a resolver os problemas sozinho, sem intermédio de adultos e de forma civilizada.
Fonte: eduqueseufilho.com.br

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