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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Deixar ou não de Castigo?

Como lidar com as Birras



Eu estava estudando sobre a arte de educar, e lendo diversas matérias, achei interessante compartilhar com vocês esse assunto, que me fez refletir muito.
Não é tão fácil educar e impor limites, dizer "Não", e aguentar ataques de birras e teimosia!

Muitas mães usam a teoria da Super Nany, e fazem o cantinho de pensar como uma forma de "castigo" pela atitude errada da criança.. eu confesso que já tentei, mas não funcionou aqui! Ela tem quase 3 anos, mas não consegue entender.. achei que foi em vão!
Depois de ler várias matérias relacionadas, eu vi que esse cantinho do pensar pode até funcionar, mas  para crianças mais grandinhas, a partir dos seis ou sete anos, pois crianças antes dessa idade não tem maturidade suficiente para pensar sobre o que fizeram.
De acordo com a psicóloga e pedagoga Elizabeth Monteiro, “Colocar uma criança para pensar sobre o que fez só serve para dar uns minutos de descanso para a mãe, não tem função educativa, porque a criança só consegue pensar sobre o que fez e só compreende o sentido moral das regras e dos valores a partir de seis ou sete anos”.

Respeitar e ajudar a criança a transmitir as dificuldades que sentem, e que a fizeram agir dessa forma, é a melhor maneira a se fazer.
Algumas dicas que ajudam nesses momentos:

Fase "do Contra"
O castigo é importante, sim, e funciona desde que tenha uma correspondência direta com o erro. Ele deve ser educativo e não punitivo. “A partir dos 3 anos, a criança já fica mais solta e tem percepção do que agrada ou não os pais. Antes disso, o “não “ é muito importante, porque é o primeiro organizador psíquico. Até os 4, 5 anos de idade, a criança é naturalmente oposicionista, em outras palavras, é do contra. Acha que é o centro do universo e as pessoas estão ali para servi-la, dizendo sempre: “mãe, tô com fome”, “mãe, pega isso pra mim”, “mãe, vem aqui”?
Segundo a psicóloga, essa é uma característica egocêntrica, o que é bem diferente de ser egoísta. E aí os pais se confundem, rotulando o filho de egoísta por não querer dividir o brinquedo com um amigo, por exemplo. “Nunca se deve rotular a criança, porque o rótulo é pra sempre”, diz Betty.
O uso do “não”, no entanto, deveria ser menos banalizado. Há mães que dizem tantos, mas tantos, diariamente, que a criança nem dá mais importância. Diante de uma birra, uma boa alternativa é desviar o foco dela para outra atividade. “Mães que falam “não” demais acabam perdendo a autoridade. Se o filho está mexendo na sua porcelana, tire o objeto de suas mãos, diga que é algo de que você gosta muito, que não quer que quebre e ponha em um lugar inacessível. Assim, você irá economizar muitos nãos inúteis.

Sujou? Limpa!
A criança sujou a parede? Então, faça-a limpá- la – do seu jeito, claro, sem exigir um trabalho impecável, pois o que vale aqui é a intenção mesmo. Deu um tapa em você? Segure as mãozinhas dela, olhe bem nos seus olhos e diga “eu não quero que você faça isso, a mamãe não faz isso (desde que você não faça mesmo). Estou muito brava”. E fique séria, seja firme. Essa é a tal correspondência direta com o erro. Desde muito cedo, a criança percebe quando seu comportamento deixa a mãe triste ou feliz. Por isso, é tão importante sinalizar imediatamente. “Você fez isso, é feio, a mamãe não gosta”. Mas atenção: mostrar que não gosta do que ela fez e jamais deixar a mínima dúvida do seu amor por ela. Nunca dizer “a mamãe não gosta de você porque você fez isso”. Nunca!

Punição!
Um grande equívoco é os pais punirem o filho privando-o de alguma atividade que lhe dá prazer e não tem absolutamente nada a ver com o erro cometido. Vocês foram ao supermercado, ele fez birra porque queria determinado chocolate que você não comprou e então você tira o videogame por dois dias. “Mas qual é a relação da birra com o jogo? Nenhuma. Então, o castigo é dizer que você não vai mais levá-lo porque ele não sabe se comportar naquele lugar”, ensina Betty. Agora,  e a criança está mal na escola por causa do videogame ou da televisão, aí sim é preciso interferir. “Sempre haverá uma escolha a fazer. A mãe pode dar a opção de ele estudar e depois ver TV ou ficar sem TV”, sugere Luciene. 

Resumindo:
Não rotule seu filho: crianças e adolescentes acreditam no que ouvem sobre eles.
Não tome partido: se seus filhos estiverem brigando, não interfira. Eles querem chamar a sua atenção.
Não deixe seu filho chorando: nessa situação a criança introjeta uma sensação de abandono. Principalmente o bebê precisa de toque, colo, cheiro e sensação corporal.

Esse é um resumo da matéria publicada na ediçao N. 519, de junho de 2013, com o título “Castigo pra pensar? Nem pensar” da revista Pais & Filhos.

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