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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Seu filho não gosta de dividir?


Minha maior dificuldade com a Sophia, é quando descemos no parquinho do prédio e alguma criança quer ver os brinquedos dela.. ela faz o maior escândalo!!.
Eu fico constrangida e sem saber o que fazer!!
Por mais que eu explique e converse com ela, não adianta! Ela faz a maior birra!
Resolvi estudar sobre o assunto para conseguir entender e saber como lidar nessas situações. 
Espero que esse post possa ajudar muitas mamães que passam por isso também, assim como me ajudou e esclareceu muita dúvida.
Vamos entender por que isso acontece para ajuda-los a serem crianças mais sociáveis e felizes.

Todo bebê já nasce egoísta – e a ciência acaba de comprovar o motivo: a área do cérebro responsável por nossos impulsos e pelo autocontrole é extremamente imatura em um recém-nascido e pouco se desenvolve até os 6 anos de idade. Só a partir daí, essa região, chamada de córtex pré-frontal dorsolateral, começa a “amadurecer”. A comprovação foi feita por uma pesquisa alemã realizada com 146 crianças entre 6 e 13 anos. É por isso que ficaríamos, então, mais pacientes e generosos ao longo dos anos. 
Os primeiros sinais de egoísmo e egocentrismo começam cedo e são inconscientes. Logo que nasce, seu filho não tem a noção de que saiu do útero e foi separado da mãe. Para ele, os dois são a mesma pessoa. É somente por volta dos 6 meses que ele vai começar a perceber a diferença. Não é à toa que, a partir dessa idade, aquele bebê tão “desprendido” entra na fase que os pediatras chamam de angústia da separação. Daí em diante, essas características “pouco nobres” aparecem a todo instante: ele não quer dividir os brinquedos, sente ciúme das pessoas próximas e, quando você menos espera, vai passar a maior vergonha no playground porque o seu filho acha que o escorregador é uma área VIP...
Acontece que, assim como os adultos, é normal a criança ter carinho por algumas coisas específicas. Ela não sabe, entretanto, colocar-se no lugar do outro, nem lidar com a frustração de não ter os desejos atendidos. Então, perde o controle e um ataque de birra começa!
Egocentrismo e egoísmo são coisas diferentes.
O egoísta é aquele que não gosta de emprestar nada. 
O egocêntrico quer ser o centro das atenções. Mas ele não é necessariamente egoísta - só não quer mesmo é dividir a atenção dos outros
O que acontece, então, com aquele amigo do seu filho que está sempre disposto a dividir tudo? Resposta: o altruísmo também faz parte da genética. Um estudo da Universidade de Wisconsin, nos EUA, mostrou que bebês podem se igualar e até superar os adultos quando o assunto é fazer o bem. Metade das 47 crianças de apenas 15 meses avaliadas exibiram, em diferentes testes, fortes sinais de comportamento cooperativo. Até agora, pensava-se que elas não compreendiam o altruísmo até os 2 anos e que o senso de justiça só se desenvolvia aos 6 ou 7. 
Mas não se engane: a maioria das crianças vai viver a fase do “é tudo meu!”, que atinge o ápice por volta de 2 a 3 anos.

Faz parte do desenvolvimento, do amadurecimento e da formação da personalidade. “Com o passar dos anos, por meio das experiências, ela vai perceber que não dá para viver sozinha e aprende a compartilhar”, diz o psicólogo Yves de La Taille, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e especialista em desenvolvimento moral. 
Até lá dê o exemplo e seja paciente. “Como o processo é natural, a insistência em querer que a criança empreste o brinquedo não melhora em nada. Por isso, vá com calma e ofereça possibilidades”, afirma a psicanalista infantil Anne Lise Scappaticci, de São Paulo. “O adulto precisa administrar a situação, e não resolver pela criança”, conclui. 

Filhos únicos tendem a ser mais egoístas?

O primeiro filho de cada família demora, sim, mais tempo para aprender a dividir. “No começo, os pais, e, principalmente, os tios e os avôs, se voltam para a criança. Junto com o carinho e o amor, sem querer, fazemos tudo que eles querem”, diz o pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz (SP). Por isso, a escola é tão importante para os filhos únicos. É lá que eles vão aprender a conviver em grupo e ter experiências de compartilhamento. Já o segundo filho nasce em uma situação bem diferente: ele chega ao mundo dividindo os pais, a casa, o quarto, os brinquedos. 
E como os pais de filhos únicos podem ajudá-los a compartilhar desde cedo? Uma dica é fazer uma limpeza, mesmo que anual, com o que seu filho não usa e não brinca mais. Peça para que ele participe do momento da reciclagem e da doação.
Isso vai ensina-lo a dividir.

Espero que tenha ajudado e até mais.
Fonte: www.pediatraemfoco.com.br

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